TAM

17/07/2017 - 17:54

Robson Paulo

Professora que perdeu filhas e a mãe na tragédia da TAM fala sobre os 10 anos: 'Tristeza e saudade sempre vão existir'Nesta segunda-feira (17) completa 10 anos do acidente mais grave da aviação brasileira: do avião da TAM no aeroporto de Congonhas, na capital paulista. Dos 199 mortos na tragédia, sete pessoas eram do noroeste paulista. Carmem Elisabete Caballero conta que nunca conseguiu esquecer aquele dia 17 de agosto de 2007, mas teve que aprender a lidar com a dor e com a saudade.

“Não é questão de superação, é de adaptação, é o que a gente faz nesses 10 anos. A tristeza e a saudade sempre vão existir, mas a gente procura fazer uma recordação mais alegre das coisas felizes, que tivemos juntas”, afirma Carmem.

A professora de São José do Rio Preto (SP) perdeu a mãe, Maria Elisabete, com 65 anos na época, e as duas filhas: Júlia Elisabete, com 14 anos, e Maria Isabel com dez. A avó e as netas tinham ido passar uns dias em Gramado (RS) e em São Leopoldo, onde morava a bisavó das meninas.

Pouco antes de embarcar de volta para São Paulo no voo JJ 3054 da TAM, as irmãs conversaram por telefone com a mãe. Foi a última vez que Carmem ouviu a voz das filhas. “Era de costume nosso na despedida eu falei que eu as amava muito e que estaria esperando por elas aqui”, diz.

A avó e as netas estão entre 199 vítimas do voo da TAM que não conseguiu parar ao aterrissar em São Paulo, acabou passando por cima da avenida Washington Luís e se chocou contra um depósito de cargas da própria companhia. Em seguida a aeronave pegou fogo. Todas as 187 pessoas que estavam no avião e mais 12 que estavam em solo morreram.

Além da mãe e das filhas de Carmem, estavam nesse voo outras quatro pessoas da região. Os dois filhos, o genro e a netinha de dois anos de Marilda Ura, de Birigui (SP). No dia do acidente ela estava no Japão e assim que soube da tragédia voltou às pressas para o Brasil. “Liguei para minha família, eles confirmaram e foi o fim de tudo naquele momento”, diz.

Nesses dez anos, Marilda conta que passou por muitos momentos de desespero e que chegou muitas vezes a acreditar que não suportaria tanta dor. Marilda mora sozinha em Birigui e dedica seu tempo para contar a história da família em um livro que deve ser publicado em dezembro.

Fonte: G1 

 

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